quinta-feira, 31 de julho de 2025
Podcast TEC+
domingo, 27 de julho de 2025
Os Direitos na Rede e a Educação Midiática
Vivemos um tempo em que estar conectado é quase inevitável. As redes sociais, os aplicativos de mensagens e as plataformas de vídeo fazem parte do nosso dia a dia, para estudar, trabalhar, se informar e até descansar. No Podcast apresentado na última aula, trouxe uma conversa muito rica, conectando dois temas fundamentais: os direitos na rede e a educação midiática. E, quando olhamos com atenção para esse debate, percebemos que não se trata apenas de tecnologia ou redes sociais, mas de cidadania, de convivência e de responsabilidade coletiva.
Assim, o ponto central da discussão é que todos temos direitos quando estamos online. Isso inclui o direito à privacidade, à liberdade de expressão, ao acesso à informação confiável e à proteção contra abusos, desinformação e discurso de ódio. Essas são garantias que as plataformas digitais devem manter, mas também exigem que estejamos mais conscientes de como usamos e interagimos com esses espaços. É aí que entra a alfabetização midiática, um verdadeiro convite para aprender a navegar neste mundo digital de forma mais crítica e inteligente. Não se trata apenas de saber usar um celular ou computador, mas de desenvolver um olhar atento, inquisitivo e perspicaz. Trata-se de aprender a distinguir entre informação verdadeira e falsa, entender as intenções por trás de uma postagem, reconhecer discursos manipulativos e, principalmente, estar ciente do impacto que nossas próprias ações e palavras podem ter online.
Ademais, essa educação midiática nos ajuda a não cair em armadilhas digitais, a proteger nossa privacidade, a valorizar a diversidade de vozes e a participar do debate público com mais responsabilidade. É um caminho para formar cidadãos mais conscientes, que saibam se posicionar com respeito, dialogar com empatia e defender seus direitos sem silenciar o outro. O papel do professor e da professora é essencial, eles são mediadores desse aprendizado, pessoas que inspiram, orientam e ajudam a construir esse olhar mais crítico e ético sobre o mundo digital. Dentro da sala de aula e também fora dela, o educador pode criar espaços de diálogo, trazer exemplos reais, estimular o pensamento reflexivo e, principalmente, acolher as dúvidas e inquietações dos estudantes sobre o que vivem online. Mais do que ensinar conteúdos, o professor ajuda a formar caráter, valores e atitudes. E, ao incluir a educação midiática na rotina escolar, ele está oferecendo muito mais do que informação: está oferecendo ferramentas para a vida, para a convivência e para a liberdade consciente.
Portanto, a discussão sobre direitos online e alfabetização midiática não é apenas uma questão tecnológica, mas também uma questão humana. Trata-se de preparar as pessoas para viver com maior consciência, empatia e responsabilidade em um mundo onde o digital e o real andam de mãos dadas. Trata-se de garantir que, mesmo em meio a tantos cliques, curtidas e compartilhamentos, nunca percamos o que nos torna mais humanos: o pensamento crítico, o respeito ao próximo e a capacidade de escolher conscientemente nosso lugar no mundo.
quarta-feira, 23 de julho de 2025
Fake News
Atualmente, as fake news têm impactado diretamente o cotidiano escolar e o trabalho docente. Informações falsas circulam em redes sociais, aplicativos de mensagens e até em sites aparentemente confiáveis, afetando negativamente a imagem de professores, gestores e da própria instituição de ensino. Muitas vezes, boatos sobre o uso de celulares, regras escolares ou decisões pedagógicas se espalham sem checagem, criando conflitos com pais e alunos e prejudicando o ambiente educativo.
Além disso, os docentes se veem diante do desafio de lidar com estudantes expostos constantemente a conteúdos enganosos, muitas vezes tomados como verdade. Esse cenário exige que a escola vá além do ensino tradicional e atue diretamente na formação de leitores críticos. Isso inclui ensinar os alunos a identificar fontes confiáveis, analisar argumentos, desconfiar de manchetes sensacionalistas e verificar informações antes de compartilhá-las.
A mídia digital, apesar de seu potencial educativo, é também um terreno fértil para a desinformação. Muitos conteúdos são produzidos intencionalmente para gerar engajamento, lucro ou manipular opiniões. Redes como Instagram e WhatsApp frequentemente disseminam boatos envolvendo figuras públicas, políticas educacionais e até membros da comunidade escolar. Diante da discussão, na aula passada, sobre a temática da desinformação e das fake news, podemos entender que se trata de informações falsas divulgadas ou repassadas na internet, com o intuito de espalhar jogos da sorte, notícias distorcidas e fofocas, comprometer a imagem de pessoas ou até mesmo roubar dados pessoais.
No entanto, percebemos como é difícil identificar uma informação falsa. A internet oferece um fluxo de dados constante e, muitas vezes, contraditório, o que leva parte da população a desenvolver certa “preguiça” de buscar a veracidade dos fatos em fontes confiáveis. Esse comportamento tem levado pessoas de todas as idades a fornecer seus dados em sites e plataformas falsas, que os utilizam de forma criminosa, inclusive acessando contas bancárias. Tendo em vista que vivemos em uma sociedade altamente tecnológica, é essencial observar o crescimento de informações falsas que manipulam as pessoas e as levam a atitudes que colocam sua integridade em risco. São exemplos disso o roubo de dados, golpes por mensagens ou redes sociais, e o compartilhamento irresponsável de links sem verificação. Muitas pessoas replicam informações sem ao menos comparar com fontes oficiais e confiáveis.
Dessa maneira, o papel da educação se torna ainda mais relevante. É fundamental que os professores orientem seus alunos a desenvolver uma postura investigativa, crítica e responsável diante da informação. Ao promover o letramento digital e midiático, a escola contribui não apenas para o aprendizado acadêmico, mas também para a formação de cidadãos conscientes, atentos e preparados para lidar com os desafios da era digital.
Muito bem galerinhaaa, abaixo segue um vídeo explicando um pouquinho sobre fake news. Espero que gostem e até mais!!!
terça-feira, 8 de julho de 2025
Inteligência Artificial e Educação
O que mais chamou nossa atenção na leitura do texto e na discussão em sala de aula sobre o uso da Inteligência Artificial na educação foi o papel transformador que essa tecnologia pode desempenhar tanto para alunos quanto para professores. Percebemos que a IA não deve ser vista apenas como uma ferramenta técnica, mas sim como um recurso pedagógico que, se bem utilizado, pode aprimorar a escrita, a linguagem e a produção de conteúdos educacionais. Para isso, é essencial que os docentes sejam capacitados e incluídos nessa nova realidade digital. Esses aspectos reforçam a necessidade de políticas educacionais inclusivas e de formação docente voltada para o uso consciente e eficaz da inteligência artificial.
Ao pensarmos em inteligência artificial, é comum associarmos com máquinas programadas para realização de tarefas e atividades no dia a dia. Isto porque a inteligência artificial surgiu recentemente, depois da expansão da internet, durante o século XXI . A IA é um campo da ciência tecnológica que desenvolveu máquinas e programas que assemelham o raciocínio lógico e humano, tornando uma ferramenta para busca de informações, para resolução de problemas e criação midiática. Essa ferramenta tecnológica possui uma capacidade de armazenamento de dados, onde a mesma aprende com o conteúdo pesquisado, assim, aprimora seus dados.
Durante a formação docente a IA pode ser utilizada como uma ferramenta de estudo para aprimoramento da escrita e linguagem, auxiliando na produção de textos coerentes, na correção gramatical, produção de imagens, entre outras funções. No texto, Santaella alerta para os riscos associados ao uso de IA na educação, ferramentas como o ChatGPT podem gerar informações falsas que parecem verdadeiras, dificultando a distinção entre o que é confiável e o que não é. Dessa forma, é crucial que as instituições desenvolvam políticas participativas e transparentes em relação ao uso da IA, que incentivem seu papel como facilitadora da aprendizagem, e não como substituta da aprendizagem em si, é essencial ensinar a usar a IA de forma responsável, ética e crítica.
Nesse processo, o papel do professor está mudando, como aponta a autora, o educador não é mais o detentor e transmissor do conhecimento, mas sim um facilitador, alguém que ajuda os alunos a navegar no oceano de informações, discernir, refletir e construir significados. Para tanto, é crucial que os próprios professores se familiarizem com a inteligência artificial, entendam seu funcionamento, suas possibilidades e limitações, a formação de professores deve incluir essa nova alfabetização digital, para que os educadores não apenas dominem essas tecnologias, mas também saibam gerenciá-las com intencionalidade pedagógica.
Além disso, Santaella também enfatiza que não podemos ignorar a desigualdade, no Brasil, muitos professores enfrentam jornadas de trabalho exaustivas, falta de estrutura e pouco apoio à inovação. Apesar disso, ela argumenta que o uso da IA não precisa depender de equipamentos sofisticados — um celular com acesso à internet é suficiente para colocar a IA ao alcance dos alunos, mas muitas vezes fora do alcance dos professores.
Diante disso, observamos como a inteligência artificial se expande na sociedade, inclusive, na produção de novelas e séries para entreterimento. Segue abaixo dois links para observação das inteligências artificiais nos programas de TV, o primeiro é um trecho de uma cena da novela " Morde e Assopra" que passou na rede Globo . E o segundo link é da série " Eu sou Franky" da Nickelodeon.
quinta-feira, 3 de julho de 2025
A Influência das Políticas Públicas de Tecnologias no Século XX e XXI
Durante a discussão em sala sobre as Estratégias Governamentais para a Tecnologia na Educação, notamos como a história do uso tecnológico nas escolas é marcada por progressos, porém também por dificuldades e ambiguidades. A leitura dos artigos "Políticas Públicas para Inclusão Digital nas Escolas" (Bonilla, 2010) e "Desafios para a Educação na Era da Informação" (Pretto, 2001) nos ajudou bastante a entender o quanto as estratégias governamentais brasileiras, desde o século passado, têm tentado unir tecnologia e educação, nem sempre com bons resultados.
No século XX, como os autores explicam, a tecnologia era entendida de maneira utilitária, vista só como um suporte ao ensino tradicional. O foco era o uso de computadores como ferramentas de ensino para fortalecer os conteúdos, sem mudar a forma de ensinar da escola. Projetos como o ProInfo, criado em 1997, mostram essa visão inicial: dava prioridade a laboratórios e cursos básicos, mas não lidava com o desafio da formação crítica dos professores e do uso completo da cultura digital nas práticas de ensino (Bonilla, 2010). Já no século XXI, com o avanço das tecnologias e da internet, surgem novas estratégias como o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), o UCA (Um Computador por Aluno), a TV Escola e o PNLD Digital. Contudo, como alerta Pretto (2001), essas iniciativas, com frequência, mantêm uma lógica de preparação para o mercado de trabalho e não para a cidadania. A inclusão digital, quando separada de uma formação crítica, pode apenas aumentar as desigualdades que já existem.
Os dois artigos ressaltam que não é suficiente fornecer equipamentos ou internet, se não houver uma formação contínua, crítica e contextualizada para os professores. Como futuras professoras, precisamos entender que nosso trabalho precisa ir além do uso técnico das tecnologias e buscar uma participação real dos alunos na cultura digital, de forma ativa, reflexiva e libertadora. Por fim, aprendemos que as estratégias governamentais devem ser políticas de Estado e não apenas de governo, para garantir que continuem e tenham um impacto real. A tecnologia, sozinha, não muda a educação, ela precisa estar ligada a um projeto de ensino coerente, que se preocupe com a justiça social, a inclusão e a formação completa da pessoa.
Abaixo segue um vídeo falando um pouquinho sobre esses programas.
Marco Civil da Internet
Olá galerinha, hoje vamos falar um pouquinho sobre o Marco Civil da Internte, tema do último pod cast apresentado na aula do dia 31/07/202...
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