quinta-feira, 3 de julho de 2025

A Influência das Políticas Públicas de Tecnologias no Século XX e XXI

 


Durante a discussão em sala sobre as Estratégias Governamentais para a Tecnologia na Educação, notamos como a história do uso tecnológico nas escolas é marcada por progressos, porém também por dificuldades e ambiguidades. A leitura dos artigos "Políticas Públicas para Inclusão Digital nas Escolas" (Bonilla, 2010) e "Desafios para a Educação na Era da Informação" (Pretto, 2001) nos ajudou bastante a entender o quanto as estratégias governamentais brasileiras, desde o século passado, têm tentado unir tecnologia e educação, nem sempre com bons resultados.


No século XX, como os autores explicam, a tecnologia era entendida de maneira utilitária, vista só como um suporte ao ensino tradicional. O foco era o uso de computadores como ferramentas de ensino para fortalecer os conteúdos, sem mudar a forma de ensinar da escola. Projetos como o ProInfo, criado em 1997, mostram essa visão inicial: dava prioridade a laboratórios e cursos básicos, mas não lidava com o desafio da formação crítica dos professores e do uso completo da cultura digital nas práticas de ensino (Bonilla, 2010). Já no século XXI, com o avanço das tecnologias e da internet, surgem novas estratégias como o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), o UCA (Um Computador por Aluno), a TV Escola e o PNLD Digital. Contudo, como alerta Pretto (2001), essas iniciativas, com frequência, mantêm uma lógica de preparação para o mercado de trabalho e não para a cidadania. A inclusão digital, quando separada de uma formação crítica, pode apenas aumentar as desigualdades que já existem.


Os dois artigos ressaltam que não é suficiente fornecer equipamentos ou internet, se não houver uma formação contínua, crítica e contextualizada para os professores. Como futuras professoras, precisamos entender que nosso trabalho precisa ir além do uso técnico das tecnologias e buscar uma participação real dos alunos na cultura digital, de forma ativa, reflexiva e libertadora. Por fim, aprendemos que as estratégias governamentais devem ser políticas de Estado e não apenas de governo, para garantir que continuem e tenham um impacto real. A tecnologia, sozinha, não muda a educação, ela precisa estar ligada a um projeto de ensino coerente, que se preocupe com a justiça social, a inclusão e a formação completa da pessoa.



Abaixo segue um vídeo falando um pouquinho sobre esses programas.

https://youtu.be/ZiSk0W4mnYY?si=3yk9FdTYEoSNF9_g

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Boa colocação, meninas! A forma como abordaram a necessidade de uma formação crítica para os professores demonstra um olhar atento e comprometido com uma educação mais justa e inclusiva, gostei especialmente de como vocês articularam as ideias dos autores com a realidade histórica e atual das escolas brasileiras. Parabéns pelo texto!!
    Ass: Ana Milena

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  3. Parabéns pela reflexão sobre a temática. A pandemia, foi capaz de escancarar muitos problemas, como a ineficácia das políticas públicas de tecnologia. Milhões de estudantes ficaram sem acesso a aquilo que é assegurado na constituição como um direito de todos e dever do Estado.

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  4. Meninas, excelente texto: consistente, conciso e evidenciando o que aprenderam na aula e com os textos. O que estou sentindo falta é que explorem as possibilidades com o blog. Vocês trazem mais um vídeo, como forma de link e fora do texto, como um anexo. Vocês podem dizer: Ah, Prof. Sule, a gente não sabe fazer isso! Mas, pergunto: procuram saber como faz? Da forma como colocam não temos um hiperlink. Atentem que até agora não estão avançando nos aspectos para explorar imagem, link, vídeo ou ilustração para enriquecer a postagem, pois estão explorando apenas uma linguagem que é a imagem em formato de desenho. Vamos avançar nisso, e tendo dificuldades estou sempre à disposição no horário de atendimento da turma, certo? Bjos

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